06/12/2013 08h00 – Atualizado em 06/12/2013 08h00
Por: R. Ney Magalhães
Com a omissão do Governo Federal o Leilão Resistência com Paz no Campo vai estabelecer condições de evitar confrontos.
A posse de Terras Rurais transformou-se em degrau e apelo político para pretensos líderes de diferentes classes sociais.
O Mato Grosso do Sul nessa Questão é um barril de pólvora, onde cidadãos oportunistas estão se abrigando em trincheiras ideológicas visando 2014.
A sublime ação de ser “produtor rural” foi transformada e transfigurada por inimigos do MS, um estado rural, do qual faço parte com muito orgulho verde e amarelo.
Tentam rotular os produtores de alimentos como invasores de terras.
Em 1.500 o Brasil foi descoberto, sendo bem ou mal foi colonizado pelos Europeus.
A sociedade foi se organizando e registrando as primeiras Constituições.
A realeza e as Capitanias Hereditárias, hoje apenas fazem parte da Historia.
As sedes daqueles feudos agora são grandes cidades progressistas como São Paulo, Rio, Recife e Salvador por exemplo. Todas elas eram habitadas por tribos indígenas, Tamoios, Tupinambás, Tupiniquins, Tupis, e muitas outras, sem que sejam atualmente consideradas terras indígenas.
Os descendentes daqueles nativos do “litoral” que do alto da copa das árvores assistiram a Primeira Missa, estão integrados na sociedade e fazem parte do povo brasileiro.
Copacabana, Ipanema, o Vale do Anhangabaú, o Viaduto do Chá e outros, com os metros quadrados mais caros do Brasil eram habitados pelos indígenas.
O País tornou-se independente e soberano, regido pela Carta Magna da Nação. A Questão Fundiária foi se aperfeiçoando e modernizada em módulos, com o Estatuto da Terra regendo o aproveitamento e o uso racional e social da propriedade.
Cumprindo a Constituição criaram-se os Centros Urbanos, Suburbanos e Rurais.
Só é dono quem registra é o slogan estampado na capa dos Documentos, tanto urbanos quanto rurais.
Em tempos modernos criou-se o IBDF, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, regulamentando os passos da exploração das Matas.
Atualmente o INCRA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária fiscaliza e faz cumprir o uso dos solos brasileiros. As terras aqui do Sul Fronteira foram medidas novamente por Engenheiros credenciados pelo Órgão Federal e suas posses geo-referenciadas e ratificadas.
E talvez poucos saibam que, os proprietários rurais do MS, por Lei preservam em vegetação natural e primitiva vinte por cento da área da propriedade, alem de matas ciliares nos rios, córregos e nascentes de água. Portanto, é obrigado a doar essa parte de seus Bens para toda a sociedade respirar nas cidades poluídas. Já, os proprietários urbanos não tem essa obrigação social, podendo construir e aproveitar a totalidade da área de seus terrenos, asfaltar suas Ruas e violentar as margens dos córregos, inclusive aterrando os alagados e vertentes de água.
A agricultura mecanizada iniciada em 1970 pelos colonos sulistas, consorciando-se com a produtiva pecuária de corte do sul do então MT ainda unificado, instituiu o “agronegócio” que após poucos anos de atividades em 1977 criou e fez crescer o MS. O comercio da compra e venda de áreas rurais redimensionou as propriedades, acabou com terras improdutivas que atualmente estão adequadas para produzir alimentos exportando excedentes que com commodities sustentam a economia sul-mato-grossense e brasileira.
Senhores políticos, religiosos, assalariados e empresários, cidadãos urbanos e rurais, por enquanto a única fonte de renda relevante do MS é resultante desse setor primário.
No entanto, vivemos um estado de beligerância criado pelos últimos governantes federais, incitando a guerra nas diferentes classes sociais, notadamente entre negros e brancos, filhos contra os pais, empregados contra os patrões e mulheres contra os homens.
Na experiência de meus 78 anos rurais posso afirmar que tenho amigos e ainda alguns compadres “guaranis”, índios aldeados na Aldeia Amambay e Taquapiry, e que desde a fase da erva-mate foram parceiros e não inimigos naturais. A modernidade da exploração mecanizada agrícola e a ausência e omissão do Governo na formação técnica profissional dos jovens índios e não índios criaram o quadro atual.
Com tristeza acompanho e constato o desenlace dessas atrocidades patrocinadas pelos inimigos do MS no Poder Federal. O PT que detém a Presidência da Republica e o PMDB com o comando do Senado e da Câmara Federal devem ser responsabilizados. Não esquecendo de alguns nanicos sedentos.
Para um Congresso serio que cumprisse a Constituição na garantia da Democracia, a Questão Fundiária com a violência das mortes e invasões de residências rurais seriam fatores mais que suficientes para a decretação do “impeachment” do Poder Executivo Federal.
Em 2014 o MS não pode voltar a apoiar os seus Inimigos.